Pular para o conteúdo

DJSantos Engenharia

Consultoria de engenharia e gestão de ativos no setor elétrico, com IA: operação, manutenção e documentos de projeto.

DJSantos Consultoria e Engenharia LTDA

Pergunta do cliente

E quando o acervo técnico da usina só existe em desenho antigo e memorial em papel?

O caminho é extrair o ativo do próprio documento, em vez de recomeçar o levantamento em campo. Digitalizar apenas troca o papel por imagem, e o dado continua trancado dentro do desenho. A leitura por visão computacional lê desenho, memorial, manual e esquema escaneado sem camada de texto, propõe os ativos com os atributos que o documento sustenta, e mantém cada atributo rastreável até a folha de origem. O engenheiro do cliente aprova antes de qualquer coisa virar cadastro.

Antes do como: o risco de recomeçar do zero

Quando o acervo é antigo, a saída comum é tratá-lo como perdido e refazer o levantamento em campo. Isso tem três consequências que costumam aparecer tarde demais.

A primeira é o custo de acesso: parte do que precisa ser identificado está em área energizada, dentro de máquina, ou só é alcançável em parada programada. O levantamento passa a depender da agenda da operação, não da agenda do projeto.

A segunda é a perda da memória de projeto. O desenho antigo registra o que foi projetado e o critério adotado. A inspeção em campo registra o que está instalado hoje. Descartar o primeiro é abrir mão do histórico que explica por que o equipamento é o que é.

A terceira é a mais cara: sem a folha de origem, ninguém consegue mais responder de onde veio um atributo. O cadastro nasce sem lastro, e a primeira divergência com o campo derruba a confiança na base inteira.

Como o acervo vira base de ativos

Ao fim, a base sai pronta para carga no sistema de destino, com a origem preservada. A mesma tag comporta as cinco dimensões do ativo, e a arquitetura foi construída para recebê-las, com o objetivo de eliminar o silo entre as áreas que hoje mantêm a própria versão da mesma informação.

Dúvidas que costumam vir junto

Digitalizar o acervo resolve o problema do cadastro de ativos?

Não. A digitalização produz imagem pesquisável por nome de arquivo, não estrutura de ativo. Depois dela, o dado que interessa continua dentro do desenho, e alguém ainda precisa ler folha por folha para transformar isso em tag, hierarquia e atributo.

O desenho antigo não está desatualizado em relação ao campo?

Em geral está, em parte. Por isso o campo continua necessário, mas com outro papel: em vez de levantar tudo do zero, ele confirma e corrige uma lista que já existe, com origem declarada. É uma inspeção dirigida, não um inventário completo.

O nosso acervo sai da empresa?

Não. Para cliente de energia, a instalação padrão roda na nuvem do próprio cliente, com a chave de IA dele, em ambiente isolado por cliente.

Isso serve para uma planta nova, não só para acervo antigo?

Serve. Em planta nova, a base é criada a partir da documentação de projeto do fornecedor, antes de a usina entrar em operação. O mecanismo é o mesmo; muda a idade do documento.

Onde isso está construído

Essa leitura é o que o AM-AI faz, o nosso produto de gestão de ativos com inteligência artificial, dentro da frente de gestão de ativos de geração. Se o destino da base for uma migração de sistema, vale ler também como organizar o cadastro antes de migrar para o SAP S/4HANA. Para tratar de um acervo específico, o contato vai direto ao Denis.

Siga a DJSantos Engenharia